sexta-feira, 22 de junho de 2018

Hoje li um texto da minha amiga Daiane Irschlinger que fala da evolução das tecnologias, achei muito interessante, pois vem de encontro aquilo que  estudamos durante o semestre, a evolução da tecnologia, pois somos de uma geração que passou do mimeografo a máquina de xerox, da máquina de datilografia ao computador, ao tablete.

                   Refletindo
Eu vi o telegrama, a máquina de escrever, o telefone fixo, as mensagens de texto, o relógio de parede, o de pulso, o digital, eu guardava anotações e agora escrevo textos em um celular... A sensação é de que um século se passou em minha cabeça, meu cérebro "que só usa 10% de sua cabeça animaaaal!!" Fica tudo muito confuso, eu podia ser uma adolescente que nunca jogou dominó, cartas ou brincou de Barbie com amigas de infância, ou poderia ser mais velha, e pensar melhor sobre evolução... E o que é evolução afinal ?... Porém tudo fica muito confuso, eu me sinto os dois, pois penso que já nasci velha de alma com maturidade suficiente para enfrentar certas coisas que a vida empunha, também as dores físicas que trago comigo, por outro sou infantil para aceitar que não sou mais adolescente para como quero agir, vestir e até mesmo me alimentar.
As relações ao longe se estreitaram, as próximas vão cada vez mais se aproximando das digitais do digital, do digitar robótico, aumentando sua longitude... Meus sentimentos pelas pessoas não é mutável por estar longe, aprendi ainda que pessoas que eu conheço à distância podem ser ótimas amizades e demonstrar acima de tudo os mesmos valores. Nada é menos caloroso por estar distante.
Esse é o século, "queremos tudo e queremos agora!"
O tempo não reduziu, eu é que não sou boa usuária dele, minhas paixões e meus sonhos não morreram, apenas foram esquecidos e enclausurados, postos de lado por mim, eu carrego todo o meu saudosismo à minha infância no finalzinho dos anos 80, pois desde lá sei muito bem o que quero!
Por insistir no desimportante, que à ninguém importou, apenas à mim, pensando que assim algo mais eu perderia. Como perder algo que eu nunca tive?... Nós vamos nos deixamos de lado, esquecemos de nós mesmos e o que importa é sermos presentes em nossas vidas, corpo, alma e crenças, sem nunca perder a essência, sem nunca perder a força, sem nunca parar no tempo...
Os raios solares ainda ferem minhas retinas, como as de um vampiro pálido...

Daiane Irschlinger





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