quarta-feira, 20 de setembro de 2017

luta contra o racismo

           A alguns dias atrás  eu e minha colega Simone conceição trabalhamos estudamos e trabalhamos com os alunos,  sobre a diversidade racial. Sabemos que a  cultura brasileira  é  composta por uma diversidade cultural,  que se desenvolveu desde os tempos da colonização, a qual, como sabemos, embora tenha havido grandes conflitos  colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre brancos e negros.
           Nessa época  portugueses, indígenas e africanos tiveram uma aproximação marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros pelos europeus colonizadores,  que tentavam impor seus valores, sua religião e seus interesses. Porém  entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a diversidade  cultural  brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas e valores.
          A culinária africana misturou-se à indígena e à europeia; os valores do catolicismo europeu fundiram-se às religiões e aos símbolos africanos, configurando o chamado sincretismo religioso; as linguagens e vocabulários afros e indígenas somaram-se ao idioma oficial da coroa portuguesa, ampliando as formas possíveis para denominarmos as coisas do dia a dia; o gosto pela dança, assim como um forte erotismo e apelo sexual juntaram-se ao pudor de um conservadorismo europeu.
          O resultado disso é  um Brasil onde  as características das três “raças”  criaram  um  novo ser: o brasileiro, que consegue reunir, ao mesmo tempo, características  e costumes de seus ancestrais. Mas o Brasil tornou- se um país preconceituoso com seu próprio povo, seja preconceito racial, social, intolerância religiosa, esquecendo-se de suas origens, de suas raízes.
          Esta segunda-feira foi marcada como um dia de luta contra o racismo para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que passaram quase o dia todo em frente ao prédio da antiga Reitoria (na Rua Floriano Peixoto, no Centro) em uma manifestação. O ato foi motivado após a sala do Diretório Livre do Direito (DLD) da UFSM receber escritas de cunho racista nas paredes. O caso é investigado pela Polícia Federal. A mobilização foi proposta pelo DLD, mas ganhou apoio de estudantes de outros cursos.
          Um dos alunos atacados diretamente pela frase, que teve a identidade preservada, conta que se sente impotente diante do que aconteceu. Ele lembra que é o único negro de sua turma e que nunca havia sofrido preconceito dentro da sala de aula. 

        – Eu e a minha colega estudamos e trabalhamos muito para chegar aqui, foram muitas noites de estudo. Não pedimos favor a ninguém, não imploramos pela vaga, batalhamos como qualquer outro aluno para ingressar na universidade. Nós entramos em uma universidade, não em uma caixa de lápis de cor para falarem "você é negro, você é branco ou você é amarelo". Não cabe racismo em uma universidade – diz o acadêmico. 

                    



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