A alguns dias
atrás eu e minha colega Simone conceição
trabalhamos estudamos e trabalhamos com os alunos, sobre a diversidade racial. Sabemos que a cultura brasileira é composta por uma diversidade cultural, que se desenvolveu desde os tempos da
colonização, a qual, como sabemos, embora tenha havido grandes conflitos colonizadores e colonizados, entre brancos e
índios, entre brancos e negros.
Nessa época
portugueses, indígenas e africanos tiveram uma aproximação marcada pela
exploração e pela violência impostas a índios e negros pelos europeus colonizadores,
que tentavam impor seus valores, sua
religião e seus interesses. Porém entre
as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a diversidade cultural brasileira no que diz respeito aos costumes,
práticas e valores.
A culinária
africana misturou-se à indígena e à europeia; os valores do catolicismo europeu
fundiram-se às religiões e aos símbolos africanos, configurando o chamado
sincretismo religioso; as linguagens e vocabulários afros e indígenas
somaram-se ao idioma oficial da coroa portuguesa, ampliando as formas possíveis
para denominarmos as coisas do dia a dia; o gosto pela dança, assim como um
forte erotismo e apelo sexual juntaram-se ao pudor de um conservadorismo
europeu.
O resultado disso é um Brasil onde as características das três “raças” criaram
um novo ser: o brasileiro, que consegue
reunir, ao mesmo tempo, características e costumes de seus ancestrais. Mas o Brasil
tornou- se um país preconceituoso com seu próprio povo, seja preconceito racial,
social, intolerância religiosa, esquecendo-se de suas origens, de suas raízes.
Esta segunda-feira
foi marcada como um dia de luta contra o racismo para
estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que
passaram quase o dia todo em frente ao prédio da antiga Reitoria (na Rua
Floriano Peixoto, no Centro) em uma manifestação. O ato foi motivado após a
sala do Diretório Livre do Direito (DLD) da UFSM receber escritas de cunho
racista nas paredes. O caso é investigado pela Polícia
Federal. A mobilização foi proposta pelo DLD, mas ganhou apoio de estudantes de
outros cursos.
Um dos alunos atacados diretamente pela frase, que
teve a identidade preservada, conta que se sente impotente diante do que
aconteceu. Ele lembra que é o único negro de sua turma e que nunca havia
sofrido preconceito dentro da sala de aula.
– Eu e a minha colega estudamos e trabalhamos muito
para chegar aqui, foram muitas noites de estudo. Não pedimos favor a ninguém,
não imploramos pela vaga, batalhamos como qualquer outro aluno para ingressar
na universidade. Nós entramos em uma universidade, não em uma caixa de lápis de
cor para falarem "você é negro, você é branco ou você é amarelo". Não
cabe racismo em uma universidade – diz o acadêmico.
Fonte de pesquisa:

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