terça-feira, 7 de março de 2017

Pedagogia da Pergunta - representaçãodomundo pelascienciassociais

                                             Pedagogia da Pergunta
                     Luísa, de três anos de idade, foi questionada por sua avó: "De onde vem o vento?" Ela colocou as mãos na cintura e respondeu em tom de quem está falando algo muito óbvio: "Das árvores, né, vó?!" Sua avó lhe pergunta: "Lá na beira da praia tinha vento, não é?" Luísa responde que sim e a avó volta a perguntar: "E tinha árvores?" Luísa fica perplexa e diz que não. A sua certeza vai embora e começa a buscar um nova nova resposta.  

                   Pedagogia da pergunta institui uma aprendizagem mediada por perguntas a partir das quais é possível investigar um problema e encontrar soluções para tal, de modo que vá se desenvolvendo um pensamento ativo, criativo e crítico nos alunos. Para Paulo Freire, a educação não pode acontecer sem esse princípio.
Segundo o educador, todo conhecimento começa pela pergunta e pela curiosidade, que é uma pergunta. É na pergunta que está o interesse, ou a fome pelo conhecimento necessário para nutrir o pensamento na busca de significados.
                   A pergunta desperta e conserva a curiosidade e a crítica e, nesse percurso, acaba melhorando consideravelmente a maneira de pensar, imaginar e criar como resultado do exercício de diferentes habilidades e competências.
“O conhecer surge como resposta a uma pergunta. A origem do conhecimento está nas perguntas, ou no ato mesmo de perguntar”.
(Paulo Freire)
                  Num contexto de mundo em constante mutação, em que a cada dia devemos construir e reconstruir conceitos, propomos a você um desafio: parar de dar respostas e dar mais espaço às perguntas.
                   Ao longo de nossa jornada escolar, aprendemos que ensinar é falar, e aprender é ouvir. Fomos ensinados a educar dando respostas.
Mas o professor na verdade deve ser aquele que gera questionamentos, promove dúvidas e educa para que seus alunos saibam resolver problemas, e não somente aquele que dá as respostas.
                 Por isso, desafie-se a não dar respostas e sim criar espaços e tempos nas aulas para torná-las mais criativas e interativas e desafie seus alunos a buscar novas perguntas! Assim, os encontros se tornarão cada vez mais significativos e construtivos.

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