Com o texto “Maquinaria escolar”, de Julia Varela e Fernando
Alvarez-Uria,(1991), aprendemos sobre as transformações que sofreu a educação,
este texto fala das condições sociais e históricas da qual escola foi
estabelecida como instituição “universal e eterna”. Escola para todos, com o surgimento
de instâncias fundamentais que favoreceram e legitimaram a escola nacional,
entre estas estâncias está a definição de um estatuto da infância, como
primeira condição para que pudessem frequentar a escola, que se tornou
posteriormente obrigatória, era necessário proibir o trabalho nos primeiros
anos e legitimar a necessidade da educação pré-trabalho. A infância foi
construída socialmente, no inicio pelos moralistas homens da Igreja, que
acreditavam que educar na infância incluía
o ensino religioso, este foi o mecanismo desenvolvido pela a Igreja católica,
para a conservação de seus padrões morais e suas autoridade eclesiásticas,
durante as intensas disputas que envolviam
católicos e protestantes, estabelecer seus dogmas ensinando-os a indivíduos de tenra idade, seria o meio proteger
seus domínios, a educação tornava-se ainda mais necessária aos príncipes e
herdeiros, pois eles constituiriam
a futura liderança das nações, que determinariam
a religião de todo seu território, porém os filhos dos pobres, de classes econômicas ou inferiores,
seriam alvo da caridade cristã, sendo instruídos e doutrinados nas práticas
virtuosas, a fim de se tornarem bons cristãos e por consequência bons
trabalhadores, submissos a seus mestres.
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