terça-feira, 29 de dezembro de 2015

                       
           Nove teses sobre a “infância como um fenômeno social”

Nove teses sobre a “infância como um fenômeno social, Jens Qvrotrup” um pesquisador dinamarquês que estudou a infância como um fenômeno social, onde dizia haverem dois pilares que definem a infância, (1) a escolarização, pois ”lugar de criança é na escola”, e (2) a ideia da infância enquanto um “ ser menor”, considerado um ser invisível sem vez, e sem voz, diante  da sociedade em que esta inserida, o que comprova o processo de institucionalização na infância,  a partir do momento em que vemos a criança como imatura, para responder por seus atos, os adultos responsáveis por elas, fazem as escolhas necessárias ,as quais suas crianças não poderiam faze-las. Para Jens Qvrotrup, essa exclusão das crianças do mundo adulto é necessária para sua proteção, as crianças na sua imaturidade , não conhecem os perigos do mundo moderno, a partir do século XX, o desenvolvimento econômico, político e social mudaram a estrutura da sociedade, da família e nesse processo a infância passa a ser uma questão social deixando de ser uma questão familiar. Jens Qvrotrup nos faz perceber a criança como coconstrutoras da  sociedade, e pensar  na infância como parte dela, sobre os mais diversos aspectos de conhecimentos obtidos em um nível macro referentes as políticas sociaise tudo que diz respeito a elas.quando Jens refere-se  aos conhecimentos no nível micro,  de não menos importante, reconhece as aprendizagens ou problemas do do dia-a-dia das crianças, nos trazendo subsídios para compreender melhor a infância um processo natural do ser humano, que se renova constantemente .

Tese 1: A infância é uma forma particular e distinta em qualquer estrutura social de sociedade

Tese 2: A infância não é uma fase de transição, mas uma categoria social permanente, do ponto de vista sociológico

Tese 3: A ideia de criança, em si mesma, é problemática, enquanto a infância é uma categoria variável histórica e intercultural

Tese 4: Infância é uma parte integrante da sociedade e de sua divisão de trabalho

Tese 5: As crianças são coconstrutoras da infância e da sociedade


Tese 7: A dependência convencionada das crianças tem consequências para sua invisibilidade em descrições históricas e sociais, assim como para a sua autorização às provisões de bem-estar

Tese 8: Não os pais, mas a ideologia da família constitui uma barreira contra os interesses e o bem-estar das crianças

Tese 9: A infância é uma categoria minoritária clássica, objeto de tendências tanto marginalizadoras quanto paternalizadoras.

Fonte; ensaiosdegenero.wordpress.com
           http://www.scielo.br/pdf/pp/v22n1/15.pdf




Jens Qvrotrup” um pesquisador dinamarquês que estudou a infância como um fenômeno social



                             Qual o lugar da infância na sociedade?

3 comentários:

  1. Olá colega adorei ler tua postagem ela traz uma abordagem clara com argumentos consistentes e referências bem sustentadas. Esta que foi uma leitura tão intensa e difícil, teve por você um olhar mais objetivo e me possibilitou uma nova compreensão.

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  2. Olá colega adorei ler tua postagem ela traz uma abordagem clara com argumentos consistentes e referências bem sustentadas. Esta que foi uma leitura tão intensa e difícil, teve por você um olhar mais objetivo e me possibilitou uma nova compreensão.

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    1. muito obrigada Rejane fortes, a ideia era essa mesmo, entender o que foi estudado de uma forma mais simples.

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